Um Núcleo caprichado – Sing com a gente – cap. 6

No ano 2000, procurados pelo Chico Mesquita, que cuidava do marketing da ANJ, constituímos o primeiro Núcleo de Mercado, para posicionar melhor o Jornal junto aos Anunciantes e Agências.

Com a ajuda da Marisa Mazarak, unimos os dirigentes comerciais dos principais jornais (Estado, Folha, Zero Hora, Globo, Correio Braziliense, A Tarde, Gazeta do Povo, Correio Popular, entre outros) para primeiro construirmos juntos os pontos fortes e, depois, voltar para as agencias com uma postura menos arrogante, mais parceira e negocial.

Foram tempos muito criativos e dinâmicos. Criamos o “Banho de Jornal”, onde fazíamos bons debates e mesas redondas, dando voz aos talentos que já tínhamos nas redações – foram 9 edições. Fizemos um Newsletter trimestral com o Mauro Ivan. Lançamos o Premio ANJ de Criação. Publicamos regularmente um Calendário Promocional, onde à cada mês os Jornais lembravam ao mercado, as principais datas para gerar anúncios de oportunidade. As Jornadas de Mercado ABA & ANJ. Criamos os “10 mandamentos do jornal competitivo…”

Como já tínhamos indicações que tempos bicudos estavam para chegar, já que as primeiras iniciativas digitais batiam na porta dos Classificados, criamos também os Workshops Internacionais de Classificados.

Desenvolvemos em conjunto três pesquisas: duas com a Ipsos (Quero Comprar 1 e 2) e uma com o Ibope (“As boas novas do meio Jornal”).

A comunicação foi sempre um dos pontos fortes do Núcleo e o nosso melhor momento foi quando a Young & Rubican era a nossa agencia – tempo em que o Waltely Longo era o presidente e na criação estavam o Ruy Lindenberg, Jose Roberto D’Elboux e Rita Corradi. Na primeira campanha do Delboux & Rita ganhamos um Leão de Bronze com a campanha impressa. O filme foi incluído dentro do anuário do D&AD, inglês, considerado uma das premiações mais exigentes do mundo. E ainda teve outro prêmio importante, que foi o Grand Prix no Festival de Propaganda Lusófona em Figueira da Foz, Portugal. Que honra! E que campanha!

Chegamos a um ponto tal de avanço nessa área, com a criação ganhando as páginas dos jornais em formatos diferenciados que viramos uma espécie de benchmarking mundial. Tanto que eu escrevi um artigo para a edição da associação internacional de marketing de Jornais (INMA), como também representei o país no WAN – Congresso Mundial de Jornais, em Paris, 2006, para explicar o que esses brasileiros estavam conseguindo fazer de tão diferente.

Foram 7 anos de um trabalho, digamos, trabalhoso, mas de um enorme prazer. Até mesmo por ver as evoluções que começavam a acontecer, dentro das empresas e até mesmo dos profissionais envolvidos.

Mas novos desafios nos chamavam. Já tínhamos 10 anos e ainda podíamos avançar por outras áreas. Em conteúdo, por exemplo, uma vez que a comunicação tendia a unir as partes. E a chegada da Beth Carmona agregava muito, profissional e pessoalmente. Mas essa história fica pra próxima…

 

No anúncio premiado abaixo a leitura é do próprio Delboux.

 

postado por admin em 13 de novembro de 2013, 18:00   |   0 comentários