Um prêmio que fez história – Sing com a gente – cap. 5

O Prêmio Estadão surgiu em 1998. Ao invés dos tradicionais prêmios de propaganda, de criação, sugerimos um só de mídia. A inspiração veio do prêmio Monografia de Mídia da Gazeta Mercantil que eu recebi em 1997, com um trabalho sobre Revistas. Na direção do Estadão estavam o Chico e o Roberto Mesquita e, no marketing, o Guilherme Sztutman e o Celso Ferri. Proposta aprovada com entusiasmo, ficamos mais convencidos ainda ao conversar com o Daniel Barbará, presidente Grupo de Mídia que apoiou de imediato.

O formato foi evoluindo: começou só com monografias, incluímos os universitários, abrimos para cases, para diferentes meios, até chegar a um padrão quase todo alinhado ao festival de Cannes. Criamos também a “Personalidade de mídia” para quem fez história e o “Mídia do Ano”. O Estadão foi muito generoso em bancar um prêmio que não se restringisse às óbvias áreas de interesse deles e nos deu total liberdade para operar.

Os prêmios também foram uma grande novidade: sempre eventos profissionais no exterior, sejam da ARF – Advertising Research Foundation, da ESOMAR – European Society for Opinion and Marketing Research ou até mesmo do Media Lab do MIT.

Os trabalhos eram registrados em livros, os autores ficavam mais conhecidos, suas “teses” e projetos espalhados; enfim, um núcleo de valorização do setor.

Os profissionais de mídia que ainda, por vezes, eram relegados à “garagem” das agencias, começaram a viajar para o exterior, a aprender uma língua, a se comunicar com outros profissionais, a ter acesso a mercados mais desenvolvidos, começando assim, esse processo de formação e evolução que espelha o profissional de mídia atual.

Assim surgiram os novos talentos. Muitos começaram nos estágios que conseguimos nas Agências e é com orgulho que vemos hoje tantos vencedores que se tornaram grandes profissionais.

No começo comigo, só tinha o apaixonado Negrão, publicitário e radialista. Depois veio a Andrea Schnitzler e seguimos juntos até a nossa última edição aprovada para 2011.

O sucesso do Premio de Mídia Estadão ajudou a chamar a atenção da ANJ para a necessidade de trabalhar o meio Jornal de forma integrada. Assim surgiu o “Núcleo de Mercado da ANJ”, mas essa já é uma outra história…

 

Da esquerda para a direita: Marcelo Aquilino, Guilherme Frioli, Geraldo Leite e Paulo Camossa Jr. Na época, estavam todos na Almap.

postado por admin em 28 de outubro de 2013, 17:16   |   0 comentários