Missões de Intercâmbio

Viagens promovidas pelo Grupo de Mídia visam antecipação de tendências

Realizou-se no mês de setembro mais uma viagem organizada pelo Grupo de Mídia de São Paulo ao exterior. Essas “missões de intercâmbio” têm a finalidade de aprimorar o conhecimento dos profissionais do mercado publicitário, os quais são apresentados às novas tendências da comunicação internacional, às novas tecnologias, além de terem a oportunidade de estreitar o contato direto com os grandes grupos de comunicação mundiais.

Como um dos pilares do modelo brasileiro, as “missões” promovidas pelo Grupo de Mídia mostram a determinação dos executivos e a visão de suas empresas em proporcionar uma oportunidade de crescimento profissional que amplia o conhecimento e contribui para a profissionalização cada vez maior tanto do indivíduo como destas importantes áreas nas agências e nos anunciantes, valorizando o mercado como um todo.

O Grupo de Mídia de São Paulo organiza essas viagens desde 1996. O programa tem início na primeira segunda- feira de setembro, quando é celebrado o Labor Day (Dia do Trabalho nos Estados Unidos), estendendo – se até a sexta-feira da mesma semana. Ao todo, já foram realizadas 12 viagens, sendo oito para Nova York, além de Lisboa/Madri, Tóquio e São Francisco/Vale do Silício. Este ano o destino foi Los Angeles.

O grupo de viajantes, que no início do programa cabia em um táxi, com o tempo passou a usar uma van e, agora, precisa de pelo menos dois ônibus para acomodar todos os participantes. Embarcaram sob o comando de Luiz Fernando Vieira, Vice-Presidente de Mídia da Africa e atual presidente da entidade, cerca de 50 diretores de diferentes agências de vários estados brasileiros, ao lado de 20 executivos de veículos, que nos últimos anos passaram a apoiar e a prestigiar esse movimento, como copatrocinadores das viagens.

Durante cinco dias foram realizadas 25 reuniões com grande foco no conteúdo e na visão do mercado americano sobre entretenimento. O grupo visitou grandes estúdios de cinema que atuam com múltiplos canais de comunicação como a Warner Bros, 20th Century Fox, Sony, Marvel, entre outros. Outro foco importante foram as grandes ligas esportivas americanas, como NBA (National Basketball Association), NFL (National Football League) e MLB (Major League Baseball), para verificar o trabalho das marcas no mundo do esporte, a entrega de mídia para o patrocinador e a negociação dos direitos de transmissão.

Segundo Paulo Stephan, Diretor Geral de Mídia da Talent e um dos mais experientes do grupo, tendo participado praticamente de todas as missões, nas primeiras viagens era preciso explicar quem eram, o que faziam e de onde vinham. Agora, a situação é completamente diferente e conseguir falar com grandes players deixou de ser difícil. O complicado agora é selecionar todos os convites que recebem e aproveitar ao máximo as oportunidades. “Na quase totalidade das nossas visitas, fomos recepcionados pelo presidente ou pelo CEO de cada empresa”, ressalta Stephan.

O Brasil deixou de ser conhecido apenas como o país do samba e do Carnaval. Agora, com o cenário econômico favorável e como país sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, todos olham para o Brasil como um lugar de grandes oportunidades de negócios e que ainda pode crescer muito mais. Há um grande interesse em entender a boa situação econômica brasileira de uma forma geral.

Além de conhecer in loco quais as tendências em diversas plataformas, o grupo ficou sabendo também, com antecedência, sobre o interesse de várias empresas em investir no Brasil bem como “exportar” nosso conhecimento e experiência na área esportiva e cultura.

Os executivos Jonathan Taplin e Henry Jenkins da University of Southern Califórnia, por exemplo, foram generosos nos elogios ao país e prometeram a realização de uma grande conferência de estudiosos do Annemberg Inovation Lab no Rio de Janeiro, em agosto de 2012.

O Grupo AEG, por exemplo, que já fincou os pés no Brasil e está construindo em parceria com a Odebrecht, o estádio de Recife para a Copa do Mundo, quer ampliar sua participação e montar uma rede no Brasil, fixando escritório na cidade de São Paulo.

Também a NBA está interessada em fixar residência no país e já escolheram a Netshoes para ser a loja oficial de seus produtos, além de manterem contato com a Liga dos Esportes no Brasil para o desenvolvimento de todos os seus eventos.

Do ponto de vista do anunciante essas viagens agregam muito valor à sua relação com a agência. Muitas das agências realizam um pós-evento fechado para seus clientes, onde apresentam e difundem as novidades conhecidas na viagem. O próprio Grupo de Mídia costuma realizar um evento para apresentar uma síntese das novidades aos que não tiveram oportunidade de participar diretamente da experiência.

“A viagem do Grupo de Mídia é uma oportunidade única no mercado de ampliar o conhecimento na área e no universo de contatos com empresas com quem pode desenvolver negócios para nossos clientes. Além disso, é um momento excelente de integração entre os principais profissionais da área que só fortalece o mercado de mídia brasileiro”, comenta Daniel Chalfon, Vice-presidente de Mídia da Loducca.

Segundo Geraldo Leite, sócio-diretor da Singular e responsável pelo conteúdo das viagens do Grupo de Mídia há três anos, o local de destino é escolhido pela diretoria do Grupo de Mídia, levando em conta qual mercado pode acrescentar mais, já que o principal objetivo é promover o desenvolvimento profissional da categoria.

Matéria publicada na seção Tendências da CENP EM REVISTA,

na edição de Dezembro de 2011

postado por admin em 19 de dezembro de 2011, 21:28   |   0 comentários

2011: ano de avanços e solavancos

Um ano mais feminino. Casa sob nova direção, onde se imaginava que estaria mais bem cuidada, florida, perfumada, com boa sorte e com boa imagem no mundo, mas que, quando se olha para dentro, só se vê briga na cozinha, discussões em diferentes línguas, vizinhos que reclamam; enfim, grandes questões históricas, permanentes, mas que tendem a ser tratadas como num tribunal de “pequenas causas”.

O mercado deve terminar com um crescimento um pouco menor que 10% e, como numa novela, a TV aberta (seja ela um bandido, seja um mocinho) sai sempre bem na foto.

Levando na esportiva

Cada vez mais, com Copa e Olimpíada chegando, somos o país do futebol e do esporte. Aparentemente, vencemos a batalha dos estádios bem na prorrogação do segundo tempo, mas resta saber se nos classificaremos também nos serviços e na mobilidade. A partida de estreia foi quente e quase detona o Clube dos 13. Ainda assim, a Globo levou. (mais…)

postado por admin em 13 de dezembro de 2011, 17:21   |   0 comentários

Deletaram o futuro!

Na semana passada tivemos um belo evento pelos 25 anos da ANER, no Teatro Alfa, em São Paulo. Noite caprichada, dirigida pelo Roberto Muylaert e com um discurso interessante de outro Roberto, o Civita, contando a história da formação da associação.

A atração da noite foi a extraordinária Orquestra Ouro Negro com músicas do Moacyr Santos, tocando de forma exclusiva para a gente (e isso é raríssimo), de uma maneira brilhante e pena que poucos sabiam ou tinham interesse em conhecer, pois muita gente saiu antes.

Ao final, todos recebemos o livro “história Revista” que faz um belo apanhado da evolução do mundo e do Brasil, sob os olhares das Revistas.

O que me encantou também e tá lá, escondido no finalzinho da Revista, é o artigo do Thomaz Souto Corrêa, chamado “O futuro não existe”. Como assim?

É isso mesmo. Com sua verve e jeito bom de escrever, o Thomaz refaz o percurso dele em descobrir o futuro do meio e as várias tentativas de se adivinhar o que virá.

Conta primeiro de um modelo que viu 15 anos atrás na MPA, meio Tabletão, onde se ia fisicamente até uma “banca eletrônica” , encaixava-se o produto numa máquina tipo de compra de salgadinhos, você apertava as teclas das revistas ou das partes que queria e lá caia  um pacotão dessa “revista do futuro”.

Depois veio um outro protótipo, junto com o Negroponte do MIT, com uma tela de vidro e uma moldura de plástico que também não chegou lá. Tudo isso até surgir a solução de fato, o Ipad, apresentado pelo Steve Jobs.

É por tudo isso que temos que dar uma banana para os tais “expertos” que dizem saber como será o futuro. Como é ridículo ver esses saberetas vomitando verdades que logo mais serão superadas por novidades tecnológicas que ninguém previa. Tudo bem que o Ipad possa cumprir com eficiência uma série de funções da mídia impressa e ainda melhor, mas ele não é uma Revista ou Jornal – é mais que isso, e não sendo essa a função básica, o modo de consumo pode também não ser a melhor solução para o futuro – muito embora hoje seja.

O amanhã só amanhã – o hoje está aqui, passa pela gente, se não for bem feito nem chega lá, e se a gente chegar lá, já garantimos o futuro, porque se servisse pão de ontem, a gente passava amanhã. Mas não, é nóis na fita, nóizinhos, nós fazemos o futuro, digo, o presente, pois  o hoje, vai dar no amanhã; e o amanhã… amanhã a gente vê.

Matéria publicada no blog do Meio&Mensagem,

na sessão Digital, na coluna Ponto de vista,

dia 29 de novembro de 2011,

por Geraldo Leite


 

 

postado por admin em 2 de dezembro de 2011, 17:16   |   0 comentários