A “Porta dos Fundos” já teve história

Nesses novos tempos de descoberta, quando novos criadores e humoristas, sem pedir licença, conquistam os seus espaços através da Internet, vale comentar que o nosso mercado já teve uma “Porta dos Fundos”. (mais…)

postado por admin em 8 de agosto de 2013, 20:04   |   0 comentários

Vamos de onda ou de tsunami?

Me surpreende o pessimismo atual difundido e como tudo vai sendo contaminado pela energia negativa. Ainda estamos no início do ano e muita gente já se deixa levar por um determinismo fatalista. Se a gente quiser, sempre dá pra mudar. Comigo, não, violão.

(mais…)

postado por admin em 16 de janeiro de 2013, 17:36   |   0 comentários

Me Mídia

Dias desses recebi aqui na Singular um cartãozinho com bônus de R$ 150,00 para anunciar a minha empresa no Google, como uma gentileza da minha locadora. A idéia é genial: com uma mecânica bem simples, qualquer empresa pode ter acesso à mídia e sentir um gostinho da resposta que ela pode dar.

E quando sentir esse retorno, por um preço suportável, as empresas vão, cada vez mais, entender que esse gasto é um investimento.

No passado, quando ainda floresciam os classificados pessoais nos Jornais, nós havíamos chegado à uma situação próxima: com pouco dinheiro, por vezes calculado em espaço, outras em número de palavras, você conseguia usar a força da mídia para tratar também de questões caseiras – vender uma bicicleta, oferecer um serviço, uma coleção de revistas, de discos, etc.

É o mesmo raciocínio anterior, só que agora com as vantagens da pegada digital, onde você não tem que ir na loja, onde você pode falar só com quem te interessa, onde você fala com diferentes regiões ou países, onde a mídia fica bem mais acessível, pois você só gasta, digo, investe, o que tem.

Sabe aquilo que a gente classifica erroneamente como anunciante? – que é o simples fato de alguma empresa anunciar (pois anunciante em si não é uma categoria) – agora pode ser estendido para muito mais gente, muito mais empresas.

É como se a carteira de “clientes” de um veículo como o Google (e poderia ser o UOL, IG, Terra, Globo.com, etc) fosse tão ampla como é a nossa população – como se a forma de classificar fosse quase que mais pelo RG, do que pelo porte da empresa.

Isso é uma revolução de amplitude de mercado; balança o Projeto Inter-Meios jogando-o num outro platô. É como se o nosso mercado “anunciante” fosse invadido do dia pra noite por milhões de diabinhos, quem sabe chineses, ávidos por usar a mídia de outra forma – a seu favor.

A mídia, que já faz parte da minha vida (como profissão), vai também passar a fazer parte da vida de todos; se temos o direito de respirar, agora também temos de anunciar. E assim, quem sabe, todo o mundo também vai saber outras coisas que as pessoas fazem.

Poderia até pegar um exemplo de quem vos escreve. Por exemplo: quem já ouviu falar no notável CD “Sopa de Concha” (www.sopadeconcha.com.br )?

Viu, rapidim, já fiz meu comercial…

 

 

Geraldo Leite

geleite@sing.com.br

março 2012

 

postado por admin em 14 de março de 2012, 15:04   |   0 comentários

Viva voz

Essa terceira semana de janeiro valeu como uma excelente pós graduação das novas práticas em vigor na comunicação.

Semana de tragédias e paródias internacionais, nacionais, locais, pessoais e até de costumes.

Nesses sete dias falamos das chuvas e incompetências no país, dum naufrágio na Itália, de um hit do Michel “ai seu eu te pego” Teló, de um suposto estupro no BBB, até do simples lançamento de um imóvel na Paraíba que chamou a atenção de “quase todos”.

Em comum entre eles, um engajamento que supera a simples exibição natural da mídia – uma rédea que foge ao controle, sentimentos que brotam e transbordam de múltiplas formas – do indivíduo, ao coletivo.

Sempre tivemos chuvas no verão, uma tragédia ou outra nesse começo do ano, um buxixo do BBB, algo esdrúxulo do Brasil e muito mais ainda, lançamentos imobiliários.

Mas agora esses fatos todos são partilhados, dissecados, comentados, ironizados, de forma simultânea aqui e em qualquer lugar do mundo. Fica mais difícil esconder no armário, desligar os refletores, apagar os registros ou fingir que não existiram.

Pelas redes sociais e pela repercussão que propiciam, cada fato, até os falsos, ganha o seu destaque e vira mídia principal.

Como numa espécie de “corredor polonês”, cada um dá o seu pitaco, solta a sua verve ou neurose e toda farinha vira bolo.

E não é só uma questão de Internet, é de sintonia, conexão, velocidade, vontade de interferir e mostrar a sua voz. Hoje dá pra fazer isso, as pessoas (a audiência) também produzem, interferem, criam, copiam; e também manipulam.

No caso das chuvas, vale a pena ver no Youtube o recado indignado ao vivo da âncora do jornal do almoço do SBT em Brasília, jornalista Neila Medeiros, sobre a situação. E vejam, a sintonia foi pela TV Aberta.

Peguem o caso do naufrágio do navio. Em pouco tempo todos no mundo souberam do capitão trapalhão, do comandante herói e até a ordem dele virou um bordão, uma camiseta, um banner…

O Michel Teló virou celebridade internacional com sua única canção tocando e sendo parodiada ou dançada em todo o canto, em todo evento, até pelos soldados israelenses.

O BBB, que é sempre repercussão pura, também teve que se defender de acusações que, verdadeiras ou falsas, maculam a imagem dos envolvidos. Como responder a isso? Como estar preparado para possíveis repercussões? Como não dar munição aos combatentes de sempre?

Pra completar a semana, numa mistura de clima do samba do crioulo doido, com uma pitada de “gente diferenciada”, ocorre um lançamento imobiliário na TV com um colunista social de João Pessoa.

O que era para ficar restrito à Paraíba e talvez à algumas dezenas de pessoas, ganhou o país, em incríveis versões bem humoradas na mídia, em eventos, em shows, nos escritórios,…

Foi uma bela semana pra quem gosta de tentar entender como funciona a mídia.

Todo o mundo teve uma grande lição, “menos a Luíza que ainda estava no Canadá”.

 

Matéria publicada no blog do Meio&Mensagem,

na sessão Digital, na coluna Ponto de vista,

dia 21 de  janeiro de 2012,

por Geraldo Leite.

 

 

postado por admin em 24 de janeiro de 2012, 14:30   |   0 comentários

Missões de Intercâmbio

Viagens promovidas pelo Grupo de Mídia visam antecipação de tendências

Realizou-se no mês de setembro mais uma viagem organizada pelo Grupo de Mídia de São Paulo ao exterior. Essas “missões de intercâmbio” têm a finalidade de aprimorar o conhecimento dos profissionais do mercado publicitário, os quais são apresentados às novas tendências da comunicação internacional, às novas tecnologias, além de terem a oportunidade de estreitar o contato direto com os grandes grupos de comunicação mundiais.

Como um dos pilares do modelo brasileiro, as “missões” promovidas pelo Grupo de Mídia mostram a determinação dos executivos e a visão de suas empresas em proporcionar uma oportunidade de crescimento profissional que amplia o conhecimento e contribui para a profissionalização cada vez maior tanto do indivíduo como destas importantes áreas nas agências e nos anunciantes, valorizando o mercado como um todo.

O Grupo de Mídia de São Paulo organiza essas viagens desde 1996. O programa tem início na primeira segunda- feira de setembro, quando é celebrado o Labor Day (Dia do Trabalho nos Estados Unidos), estendendo – se até a sexta-feira da mesma semana. Ao todo, já foram realizadas 12 viagens, sendo oito para Nova York, além de Lisboa/Madri, Tóquio e São Francisco/Vale do Silício. Este ano o destino foi Los Angeles.

O grupo de viajantes, que no início do programa cabia em um táxi, com o tempo passou a usar uma van e, agora, precisa de pelo menos dois ônibus para acomodar todos os participantes. Embarcaram sob o comando de Luiz Fernando Vieira, Vice-Presidente de Mídia da Africa e atual presidente da entidade, cerca de 50 diretores de diferentes agências de vários estados brasileiros, ao lado de 20 executivos de veículos, que nos últimos anos passaram a apoiar e a prestigiar esse movimento, como copatrocinadores das viagens.

Durante cinco dias foram realizadas 25 reuniões com grande foco no conteúdo e na visão do mercado americano sobre entretenimento. O grupo visitou grandes estúdios de cinema que atuam com múltiplos canais de comunicação como a Warner Bros, 20th Century Fox, Sony, Marvel, entre outros. Outro foco importante foram as grandes ligas esportivas americanas, como NBA (National Basketball Association), NFL (National Football League) e MLB (Major League Baseball), para verificar o trabalho das marcas no mundo do esporte, a entrega de mídia para o patrocinador e a negociação dos direitos de transmissão.

Segundo Paulo Stephan, Diretor Geral de Mídia da Talent e um dos mais experientes do grupo, tendo participado praticamente de todas as missões, nas primeiras viagens era preciso explicar quem eram, o que faziam e de onde vinham. Agora, a situação é completamente diferente e conseguir falar com grandes players deixou de ser difícil. O complicado agora é selecionar todos os convites que recebem e aproveitar ao máximo as oportunidades. “Na quase totalidade das nossas visitas, fomos recepcionados pelo presidente ou pelo CEO de cada empresa”, ressalta Stephan.

O Brasil deixou de ser conhecido apenas como o país do samba e do Carnaval. Agora, com o cenário econômico favorável e como país sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, todos olham para o Brasil como um lugar de grandes oportunidades de negócios e que ainda pode crescer muito mais. Há um grande interesse em entender a boa situação econômica brasileira de uma forma geral.

Além de conhecer in loco quais as tendências em diversas plataformas, o grupo ficou sabendo também, com antecedência, sobre o interesse de várias empresas em investir no Brasil bem como “exportar” nosso conhecimento e experiência na área esportiva e cultura.

Os executivos Jonathan Taplin e Henry Jenkins da University of Southern Califórnia, por exemplo, foram generosos nos elogios ao país e prometeram a realização de uma grande conferência de estudiosos do Annemberg Inovation Lab no Rio de Janeiro, em agosto de 2012.

O Grupo AEG, por exemplo, que já fincou os pés no Brasil e está construindo em parceria com a Odebrecht, o estádio de Recife para a Copa do Mundo, quer ampliar sua participação e montar uma rede no Brasil, fixando escritório na cidade de São Paulo.

Também a NBA está interessada em fixar residência no país e já escolheram a Netshoes para ser a loja oficial de seus produtos, além de manterem contato com a Liga dos Esportes no Brasil para o desenvolvimento de todos os seus eventos.

Do ponto de vista do anunciante essas viagens agregam muito valor à sua relação com a agência. Muitas das agências realizam um pós-evento fechado para seus clientes, onde apresentam e difundem as novidades conhecidas na viagem. O próprio Grupo de Mídia costuma realizar um evento para apresentar uma síntese das novidades aos que não tiveram oportunidade de participar diretamente da experiência.

“A viagem do Grupo de Mídia é uma oportunidade única no mercado de ampliar o conhecimento na área e no universo de contatos com empresas com quem pode desenvolver negócios para nossos clientes. Além disso, é um momento excelente de integração entre os principais profissionais da área que só fortalece o mercado de mídia brasileiro”, comenta Daniel Chalfon, Vice-presidente de Mídia da Loducca.

Segundo Geraldo Leite, sócio-diretor da Singular e responsável pelo conteúdo das viagens do Grupo de Mídia há três anos, o local de destino é escolhido pela diretoria do Grupo de Mídia, levando em conta qual mercado pode acrescentar mais, já que o principal objetivo é promover o desenvolvimento profissional da categoria.

Matéria publicada na seção Tendências da CENP EM REVISTA,

na edição de Dezembro de 2011

postado por admin em 19 de dezembro de 2011, 21:28   |   0 comentários

2011: ano de avanços e solavancos

Um ano mais feminino. Casa sob nova direção, onde se imaginava que estaria mais bem cuidada, florida, perfumada, com boa sorte e com boa imagem no mundo, mas que, quando se olha para dentro, só se vê briga na cozinha, discussões em diferentes línguas, vizinhos que reclamam; enfim, grandes questões históricas, permanentes, mas que tendem a ser tratadas como num tribunal de “pequenas causas”.

O mercado deve terminar com um crescimento um pouco menor que 10% e, como numa novela, a TV aberta (seja ela um bandido, seja um mocinho) sai sempre bem na foto.

Levando na esportiva

Cada vez mais, com Copa e Olimpíada chegando, somos o país do futebol e do esporte. Aparentemente, vencemos a batalha dos estádios bem na prorrogação do segundo tempo, mas resta saber se nos classificaremos também nos serviços e na mobilidade. A partida de estreia foi quente e quase detona o Clube dos 13. Ainda assim, a Globo levou. (mais…)

postado por admin em 13 de dezembro de 2011, 17:21   |   0 comentários

Deletaram o futuro!

Na semana passada tivemos um belo evento pelos 25 anos da ANER, no Teatro Alfa, em São Paulo. Noite caprichada, dirigida pelo Roberto Muylaert e com um discurso interessante de outro Roberto, o Civita, contando a história da formação da associação.

A atração da noite foi a extraordinária Orquestra Ouro Negro com músicas do Moacyr Santos, tocando de forma exclusiva para a gente (e isso é raríssimo), de uma maneira brilhante e pena que poucos sabiam ou tinham interesse em conhecer, pois muita gente saiu antes.

Ao final, todos recebemos o livro “história Revista” que faz um belo apanhado da evolução do mundo e do Brasil, sob os olhares das Revistas.

O que me encantou também e tá lá, escondido no finalzinho da Revista, é o artigo do Thomaz Souto Corrêa, chamado “O futuro não existe”. Como assim?

É isso mesmo. Com sua verve e jeito bom de escrever, o Thomaz refaz o percurso dele em descobrir o futuro do meio e as várias tentativas de se adivinhar o que virá.

Conta primeiro de um modelo que viu 15 anos atrás na MPA, meio Tabletão, onde se ia fisicamente até uma “banca eletrônica” , encaixava-se o produto numa máquina tipo de compra de salgadinhos, você apertava as teclas das revistas ou das partes que queria e lá caia  um pacotão dessa “revista do futuro”.

Depois veio um outro protótipo, junto com o Negroponte do MIT, com uma tela de vidro e uma moldura de plástico que também não chegou lá. Tudo isso até surgir a solução de fato, o Ipad, apresentado pelo Steve Jobs.

É por tudo isso que temos que dar uma banana para os tais “expertos” que dizem saber como será o futuro. Como é ridículo ver esses saberetas vomitando verdades que logo mais serão superadas por novidades tecnológicas que ninguém previa. Tudo bem que o Ipad possa cumprir com eficiência uma série de funções da mídia impressa e ainda melhor, mas ele não é uma Revista ou Jornal – é mais que isso, e não sendo essa a função básica, o modo de consumo pode também não ser a melhor solução para o futuro – muito embora hoje seja.

O amanhã só amanhã – o hoje está aqui, passa pela gente, se não for bem feito nem chega lá, e se a gente chegar lá, já garantimos o futuro, porque se servisse pão de ontem, a gente passava amanhã. Mas não, é nóis na fita, nóizinhos, nós fazemos o futuro, digo, o presente, pois  o hoje, vai dar no amanhã; e o amanhã… amanhã a gente vê.

Matéria publicada no blog do Meio&Mensagem,

na sessão Digital, na coluna Ponto de vista,

dia 29 de novembro de 2011,

por Geraldo Leite


 

 

postado por admin em 2 de dezembro de 2011, 17:16   |   0 comentários

As tais balas de pessoas estranhas

A história da nossa comunicação é marcada pela disputa ou digamos assim, pacto, entre conteúdo & comercial ou entre editorial & publicidade.

Para ter a melhor informação ou o melhor conteúdo, fazemos um combinado: aceitamos os anúncios ou comerciais e o preço da informação ou da diversão sai mais barato – por vezes, gratuito.

É a tal da relação “igreja & estado” que foi implantada e os veículos mais sérios nos convenceram da necessidade de rezar por esse credo. Para aquilo que as redações preferem não aceitam assumir, convencionou-se carimbar como “informe publicitário”.

Quando não havia canais suficientes, essa era a regra do bom senso.

Só que o tempo hoje é outro e como a tecnologia é muito mais acessível, novas variações desse “pacto” tem sido formadas, ou, por vezes, tentadas.

Aliás, com tantos canais e com a dispersão inevitável da atenção, muitos anunciantes, para tentar garantir uma lembrança especial, começaram a incentivar soluções menos convencionais; ou seja, que possam explorar também a credibilidade que uma comunicação “não comercial” apresentaria.

Com tantos canais disponíveis, dá pra ter soluções puras de comunicação de produto, como também exclusivas de conteúdo; depende do interesse do cliente, ou do bolso do consumidor.

Nesse universo de opções, tem surgido ainda interesse por soluções intermediárias que poderíamos chamar de: “conteúdos dirigidos” (ao interesse de determinada marca) ou “comerciais de entretenimento” (uma espécie mais “light” de falar bem de um produto, hábito ou categoria, ou passar uma imagem).

Tudo isso ainda é pouco quando se pensa no futuro das redes sociais. Lá essa questão aflora, pois estamos como pessoas físicas, conversando com “amigos”, mas numa mistura onde o lado pessoa jurídica, comercial ou até político, convive lado a lado.

São momentos em que o “pacto” parece já estar superado, como se todos fossemos maduros o suficiente para distinguir o desejo real / necessidade, daquilo que somente te empurram.

Mas será que de fato, como meus pais já me diziam, não devemos recusar balas de pessoas estranhas?

 

Matéria publicada no blog do Meio&Mensagem,

na sessão Digital, na coluna Ponto de vista,

dia 14 de novembro de 2011,

por Geraldo Leite

 

 

postado por admin em 17 de novembro de 2011, 21:11   |   0 comentários

Globosat contrata Singular para novo canal infantil

A Globosat contratou a especialista em programação infantil Beth Carmona para ajudar na formatação de seu novo canal infantil, ainda sem nome definido, que deve estrear em 2012. Beth tem no currículo o desenvolvimento da programação infantil da TV Cultura de São Paulo, com séries como “Cocoricó” e “Ra-Tim-Bum”, seguida de passagem pelo grupo Discovery. Foi também presidente da TVE até a extinção da TV educativa que daria origem à TV Brasil.

Fontes da programadora revelam que houve tentativa de uma associação, e até mesmo aquisição do canal Ra-Tim-Bum, da Fundação Padre Anchieta, para a formatação deste canal, mas as negociações não vingaram.

A Globosat lança ainda este ano o canal OFF, de aventura e esportes radicais. No horizonte da programadora também está um canal de jornalismo econômico e de negócios.

Nota publicada no TELA VIVA News, dia 13 de outubro de 2011,

por André Mermelstein.

 

postado por admin em 17 de outubro de 2011, 15:33   |   0 comentários

Todos estão cegos

Imagine que seja lançada uma TV espetacular.
Que ela seja fininha, com altíssima qualidade de reprodução de imagem, som estéreo, tamanhos maiores e pouco consumo de energia.

Que ela agregue os canais de TV Aberta aos de Assinatura e que ainda dê acesso, pelas múltiplas fontes de entrada e conexões, a outros equipamentos, como jogos, “vídeos on demand”, à própria Internet e etc.

Que isso faça parte de um sistema integrado digital, onde a TV é só o início de um processo de interatividade e de mobilidade e que para tanto, foram mobilizados cientistas, os melhores talentos, diplomacia internacional, investimentos públicos e de grandes empresas de comunicação e de telecomunicações.

Imagine agora que frente a um grande interesse de consumo que isso proporcione, seja possível estender esse tipo de produto a praticamente todas as classes sociais, oferecendo condições de vendas facilitadas, através de dezenas de parcelas pré- fixadas.

Que a qualidade desse produto e a experiência dessa exibição proporcionem uma revalorização do meio, do prazer de assistir à TV, com poder suficiente para aproximar as pessoas novamente em torno de uma tela principal.

Já pensou?

Se não pensou, já deveria ter pensado. Esse fato vem ocorrendo nos últimos anos, quando o volume de vendas de aparelhos de TV de LED e de Plasma atingiu 40 milhões de unidades e, somente no último ano, representou quase 80% das vendas de TV.

Muito embora essa mudança ocorrida nos lares brasileiros seja indiscutível, a imensa maioria dos anunciantes (com o endosso ou não de suas agencias), ainda produz seus comerciais de TV no formato antigo, fazendo com que, por incrível que pareça, esse novo prazer de assistir à TV não seja também estendido para os comerciais, uma vez que eles são todos exibidos nas novas telas com barras verticais!

Acho incrível que isso persista e o mais absurdo ainda é que ninguém parece enxergar. Se a qualidade dos nossos comerciais é um exemplo de que nos orgulhamos, porque eles praticamente perdem 30% de seu espaço?

Pense no que ganhariam os comerciais de alta qualidade de produção, como o Cirque du Soleil do Bradesco, da Natura, do Itaú, das Havaianas, das Cervejas…

Como é que pode nesse claro momento de melhoria do meio e de maior satisfação dos espectadores, não pegar carona e participar junto?

Que custo é esse que justifica a ausência e essa clara limitação no ar?

Matéria publicada no blog do Meio&Mensagem,

na sessão Digital, na coluna Ponto de vista,

dia 14 de outubro de 2011,

por Geraldo Leite

 

postado por admin em 14 de outubro de 2011, 23:32   |   0 comentários